
A rápida evolução tecnológica implica a produção de um volume massivo de dados (big data). Essa realidade impõe à atividade de Inteligência a necessidade de aprimoramento contínuo de seus métodos e processos. O artigo discute o impacto de big data na Inteligência e analisa três aspectos do mundo de big data que afetam o ambiente de trabalho dessa atividade: o excesso de informação, o incremento na capacidade de predição fornecida pelos algoritmos e os riscos democráticos ensejados pela prevalência desses algoritmos. Esses três aspectos são discutidos e apresentados como evidências da imprescindibilidade de apropriação das técnicas e ferramentas de big data para que a Inteligência cumpra com eficácia as atribuições que recebe da sociedade. A Política Nacional de Inteligência é invocada como balizador da atividade e o investimento em tecnologias aplicadas para tratamento e análise de grandes quantidades de dados está em consonância com os preceitos preconizados no documento.
Biografia do Autor
Paulo M. M. R. Alves
Oficial de Inteligência.
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